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A transparência na geração emergente
Cristina Monteiro
 
 
 
A geração Y é encarada com estigmas e classificada como uma geração à parte em relação à geração X. A busca pela coerência entre o “antes” e o “depois”, em termos de projetos e processos, e por “falar a mesma língua”, em termos de uma comunicação eficiente, apontam para uma tentativa de controle desses jovens. Por meio da defesa de suas opiniões e críticas, eles buscam o esclarecimento daquilo que precisa ser visto, conferido, comparado e comprovado. Porém, em termos de valores profissionais, tal geração busca ainda estabilidade, ética, coerência na comunicação, relacionamentos saudáveis, enfim, valores tão próximos ou até iguais aos que eram buscados pela geração anterior.

Esse olhar faz desses jovens seres transparentes. E, se por um lado, a transparência, costuma ser traduzida na linguagem da mídia como a ética nas organizações e órgãos públicos, ela também pode e deve ser percebida por outros ângulos.

E nesse ambiente, de transparência excessiva, os indivíduos que aí vivem precisam de recursos para se consolidar numa estrutura mais estável: seu porto-seguro. Momento em que muitos se perdem e em que grandes talentos se destacam. Sendo assim, é válido considerar como característica da atualidade, em que os acontecimentos encontram-se na total impermanência, a necessidade de retomar o controle – antes concentrado em uma hierarquia rígida e engessada e que hoje está disperso, esvaindo-se pelas mãos. Essas mesmas mãos que se calejam de clicar nas redes sociais, nas quais cada um almeja arduamente expor a sua opinião ou seguir tendências, de modo a encontrar um lugar para chamar de “seu”. Como exemplo, refiro-me à Linguagem Funcional Clean, uma programação funcional baseada no conceito de funções matemáticas. Tal sistema, estático e de linguagem única, garante a não ocorrência de erros em tempo de execução, bem como proporciona uma verificação mais rápida e segura. Nesse caso, tal função é considerada transparente, pois uma vez executada com sucesso, se manterá constante, independentemente do contexto. E, com isso, em seus relacionamentos profissionais, miram uma linguagem única – padronização para uma comunicação eficiente – em que a postura e a expectativa se pautam na busca constante por feedbacks, num olhar de acompanhamento do seu trabalho, de reconhecimento de seus pontos fortes e de sentir-se inserido e envolvido em decisões organizacionais.

Permeamos uma mostra de como se pode buscar a transparência nos comportamentos e nas atividades de trabalho, chegando a uma linguagem comum, orientada pela lógica, pautada nos valores dos argumentos e propiciando uma comunicação mais eficiente. Com isso, o uso do tempo torna-se mais rentável e sustentável, ao ser reaproveitado pelos próprios indivíduos e voltando para a organização, em um trabalho mais refinado e qualificado.

Percebemos que é possível viver numa sociedade transparente e estar vestido com a roupagem da ética, da consistência e da integridade. E, apropriando-se disso, estaremos muito próximos dos olhares tranquilos que viam a geração X. É preciso um novo olhar, e não uma nova geração. Um olhar que não puna ao ver “através de”. Um olhar que acredite nesses jovens, ao encará-los como profissionais talentosos e preparados para serem agentes de mudanças, e não apenas vítimas delas.

Cristina Fonseca Monteiro é psicóloga desde 2007 formada pela PUC-SP. Tem pós-graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional pelo Instituto Sedes Sapientiae. Desde 2008 ministra palestras com temas como Métodos e Técnicas de Estudo. É instrutora de treinamentos empresariais desde 2010. Atualmente, é analista de conteúdo no LAB SSJ. Em 2011, juntamente com oito escritores, lançou em São Paulo e no Rio de Janeiro um livro de crônicas.
 
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