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Conheça E Evite As Armadilhas Da Experiência
Rubens Antonelli
 
Como tirar real proveito da experiência e lições aprendidas na trajetória profissional, sem se deixar envolver pelas armadilhas da experiência.
 
Em tempos de criatividade, inovação e velocidade, a experiência, mais do que nunca faz diferença. Mas, cuidado com as armadilhas que ela produz!

A experiência é, sem dúvida, um diferencial para o sucesso de todo profissional e organização. Tanto nas atribuições de rotina como no âmbito da inovação, se somada ao conhecimento, a experiência fortalece a intuição, o “sexto sentido” que nos ajuda a antever os problemas e mitigá-los, e enriquece as novas idéias melhorando nossos resultados. Sua importância está nas práticas, na maturidade e na robustez que ela incorpora aos novos produtos, serviços e processos produtivos. Sem se confundir com longevidade, a experiência é uma competência desenvolvida através da exposição, da observação e, sobretudo, da “cabeça aberta” com que nos dedicamos às atividades durante nossa trajetória.

Entretanto, uma vez adquirida, a experiência pode também jogar perigosamente contra a evolução dos negócios e novos projetos. Certas posturas, muitas vezes decorrentes de sucesso anterior, ao invés de impulsionar, podem sabotar o presente e o futuro do profissional e da própria empresa.

Se você e sua equipe estão celebrando conquistas, reestruturando o negócio ou compilando lições aprendidas, então esta é uma boa hora para avaliar se há a presença das tais armadilhas. Cabe aos líderes corrigir atitudes, suas e de seus liderados, ao perceberem os sintomas típicos que são:

• Orgulho. Diferente de autoconfiança, o orgulho nos dá a sensação de auto-suficiência. Pode transformar-se em arrogância, o que desmotiva as equipes, parceiros e fornecedores.

• Ceticismo. Desacreditamos dos outros por considerá-los inferiores, menos preparados do que nós. Tendemos então a nos isolar, o que é letal na Era da Colaboração.

• Indolência Mental. É o abandono de estudos, pesquisas, reciclagem e até mesmo de simples leituras. Nos tornamos estagnados e desatualizados, o que pode nos levar rapidamente a falhas por imperícia.

• Insistência em Velhos Modelos. Numa era em que o cliente (interno ou externo) tem o poder da escolha, insistir em práticas conservadoras como gestão amadora, tratar o cliente como “freguês”, privilegiar pessoas, processos e tecnologia “da casa”, além de outras, pode levar ao declínio bem antes do que se imagina.

• Resistência às Críticas. Diz a sabedoria que devemos agradecer aos nossos críticos, mesmo aos inimigos, pois eles nos põem em alerta, o que nos fortalece perante as ameaças. Rebater críticas sem refletir é apegar-se ao passado desprezando dicas que podem melhorar o presente e o futuro.

• Imprudência e Negligência. São posturas demolidoras, às vezes imperceptíveis como uma bomba-relógio. Manifestam-se pelo afrouxamento de controles, condescendência perante as falhas, inércia (ou inépcia) gerencial, superficialidade dos levantamentos e análises, etc..

• Intuição Exacerbada. Já mencionamos a importância da intuição. Entretanto, a confiança exagerada nos poderes sensoriais e na memória (que é tendenciosa), desprezando os dados e a análise racional do presente, pode levar a decisões de curto alcance e de efeito analgésico, que ignoram os verdadeiros problemas e as oportunidades que estão presentes.

• Soluções Iguais Para Problemas Diferentes. Atitudes baseadas em “nós já fizemos isso antes”, “em time que está ganhando não se mexe”, “todos os clientes são iguais” e outras da zona de conforto, podem levar à compreensão errada e a ações tão incertas como construir uma ponte sem ver onde passa o rio.

Assim, sendo de enorme valor, a experiência é também uma lâmina de dois gumes. É poderosa se for somada à observação, ao desapego e, sobretudo à liberdade para inovar. De outro lado, sua contribuição para os novos projetos pode ser nula ou até negativa se nos ancorarmos só nos referenciais do passado. À medida que acumulamos lições e conquistas é bom redobrarmos os cuidados para não nos tornarmos vítimas de nós mesmos nas armadilhas da experiência. Para isso, a cada novo empreendimento profissional ou pessoal, é saudável a visão de que o futuro é todo novo e não apenas “tudo de novo”.

Rubens Antonelli é Consultor de Empresas, Sócio Diretor da PILAR-Inteligência Empresarial: www.pilarempresarial.com.br.
 
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