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A carreira que sonhamos existe na vida real?
Rubens Antonelli
 
A pergunta que nos instiga em todos os dias de nossa vida profissional!
 

Nosso dilema começa cedo, logo na adolescência, quando, no meio do caos hormonal, temos que tomar tão importante decisão. Surgem então as dúvidas existenciais:  “-... acho legal ser publicitário... mas gosto tanto do meu cachorro... será que é melhor ser veterinário? ...”, ou  “- ... meus pais não se formaram em nada e se deram superbem no comércio. Por que eu tenho que cursar uma faculdade?...”. Sim, questões assim, mais fatores sociais, familiares e financeiros, tornam o pontapé inicial para o jogo do futuro uma tarefa difícil!

E, quando já “na estrada”, seguindo com muito esforço, mais trânsito, filhos, contas, pressões e frustrações no trabalho, perda do emprego, busca de um novo, reinício, provar tudo de novo, mais esforço, trânsito... vem a  impressão de que a escolha falhou, não era bem isso que eu queria, onde foi que eu errei?

Bem, se você se sente ou se sentir assim, você é gravemente normal! A maioria de nós, na fase produtiva, padece ou padecerá, em algum momento, deste mal-estar. Varia a intensidade, variam os sintomas (desde os viciados em trabalho até os “que chutam tudo pro alto”), todos buscando explicações e caminhos para realizarem o sonho da profissão-entretenimento, do lazer remunerado, como na ficção das telenovelas.

Por que nos sentimos assim? O sonho afinal é possível? É hora de refletir.  

Comecemos aceitando que profissão não é lazer. É a soma de competências, compromisso e trabalho. É meio de vida, é o exercício contínuo de atividade que produz valor em troca do sustento do indivíduo e de seus dependentes. Assim, sua profissão será tão agradável quanto sua escolha for compatível com o indivíduo que você é.

Como, então, evitar o erro de escolha? Bem, risco zero não existe, mas você pode sim reduzi-lo bem:  
- Primeiro, conheça-se melhor! Avalie em quais situações você se sente melhor. (Usando o raciocínio lógico? Trabalhando concentrado e isolado? Pesquisando? Em ocupações de curta duração? Em multitarefas? Liderando? Sendo liderado? Sob regras e rotinas? Prefere a liberdade para criar? E assim por diante...). Busque ajuda profissional se puder, sabendo, porém, que testes vocacionais apontam tendências, não verdades absolutas. Se não puder contar com orientação profissional procure observar-se, relembrar situações, pedir opiniões sobre como os outros o enxergam etc. (evite pais, irmãos, parentes e pessoas afetivamente relacionadas).

- Procure também conhecer mais sobre a profissão desejada. Leia sobre ela, descubra profissionais de sucesso, conheça a obra e a personalidade deles, informe-se sobre as ramificações do trabalho, frequente seminários, eventos relacionados, associações etc.. Você conhecerá uma dimensão maior da profissão, uma que não está escrita nos livros acadêmicos.

- E saiba que nenhuma profissão é pura ou definida por si própria. Sempre teremos que ser vendedores, criativos, engenhosos, pesquisadores, comunicadores, administradores, burocratas, líderes, liderados... Sim, sempre que as circunstâncias assim exigirem, em prol de resultados reais.  

Mas, se com todo o empenho você ainda se arrepender, não se culpe. Toda escolha tem sua zona cega. E sempre se pode recomeçar. É um direito seu! Bem, é verdade que somos resistentes às mudanças, pois elas trazem novos riscos, pedem esforços e nos tiram de nossa zona de aparente conforto. Mas quando se trata de profissão, por estranho que pareça, a zona de conforto estará sempre no imaginário, no próximo patamar a ser atingido. O ser humano é movido a desafios, precisa de novas conquistas! E, para isto, nada mais excitante do que a nova busca, a preparação e a prova, que nos farão maiores do que o próprio resultado alcançado.  

Por outro lado, carreira não é uma grandeza mensurável. É uma obra que cada um avalia diferente. Mas, em síntese, é o que estamos construindo, como estamos construindo e quanto agrega ao nosso bem-estar. E, para que faça algum sentido adiante, é preciso que a cultivemos e usufruamos dela agora! Avaliar nossa carreira no fim da vida só servirá para os historiadores e para os nossos herdeiros... 

Então, nossa carreira profissional está aqui e agora! Prepare-se sempre, invista em si mesmo, estude, ouse transformar-se! Crie reservas, mas viva no presente! Construa a realidade, pois o acaso não existe, do futuro só Deus sabe (sabe?) e o passado já foi! Lembre-se da frase maravilhosa na música: “quem sabe faz a hora não espera acontecer”! 

Ah, muito importante, seja humilde em suas expectativas! Humildade é uma virtude que pode se dissipar ao longo do tempo. Mantenha-a! Sem confundir com modéstia, ser humilde é ser sensível e aberto: é ver as mudanças como oportunidades, transigir, ser capaz de perceber o valor dos outros. É trabalhar em equipe, respeitar e aprender com os mais experientes, acolher a criatividade e a competência dos mais jovens!

Enfim, viva sempre a metamorfose ambulante que a vida nos permite ser! Concentre-se naquilo que você pode controlar! E, experimente! Você verá que do sonho à realidade são poucos os grandes passos: querer, planejar e fazer! Mãos à obra!


Rubens Antonelli é engenheiro eletrônico, com pós-graduação em Sistemas de Informação. Desenvolveu ampla experiência em processos de negócio e organização de empresas de expressão, nacionais e multinacionais, até as posições de Gerente de Sistemas e Gerente de TI. Como auditor de sistemas e consultor atuou em posições gerenciais na Trevisan, Accenture e Unisys além de outras empresas de âmbito nacional. Como consultor independente, tem orientado decisões e gerenciado projetos relacionados à melhoria de processos, desenvolvimento de pessoas e utilização de recursos tecnológicos para ganhos de produtividade.

 
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